Veja o novo video com as etapas do desenvolvimento embrionário no laboratório de Reprodução Humana da Insemine!
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A progesterona é um hormônio liberado e produzido pelo corpo lúteo no ovário. Ou seja, pelas células do ovário depois que ele eliminou o óvulo e este será fecundado.
Ela serve para ajudar no processo de implantação e desenvolvimento inicial do embrião no útero materno. Sem progesterona ou com pouca progesterona não há gestação.
Durante a indução da ovulação a mulher toma uma série de medicações que afetam o desenvolvimento do corpo lúteo e podem, também, afetar a produção da progesterona. Por esse motivo devemos usar progesterona logo após a transferência de embriões por pelo menos 14 semanas.
Existem várias formulações e vias de administrar essa medicação (oral, intra-muscular e vaginal) o mais importante é seguir corretamente as orientações médicas e a prescrição nessa etapa que é igualmente importante para o sucesso do tratamento.
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O congelamento de oócitos e semen fazem parte do arsenal terapêutico que possuímos para preservar a fertilidade de pacientes que estão em tratamento para algum tipo de câncer e que possam ter a sua fertilidade comprometida. As novas técnicas de Reprodução Assistida e controle de qualidade do laboratório aumentam as chances desse paciente ter sua fertilidade preservada.
Uma outra forma de preservarmos a fertilidade seria naquelas pacientes que o momento profissional fala mais alto que o desejo de gestar. Como o potencial reprodutivo feminino cai com a idade, muitas mulheres optam por congelar seus oócitos antes dos 35 anos e apostar na sua carreira. Depois dos 40 anos quando resolverem gestar já possuem uma “poupança reprodutiva”.
Mas lembre-se que nada substitui uma vida com hábitos saudáveis e que também estarão relacionados com o futuro reprodutivo como: fumo, uso de drogas, obesidade e sedentarismo.
Endometriose é a presença do endométrio (mucosa que a mulher perde todo o mês durante a menstruação) fora do útero. Normalmente ela afeta ovários e trompas e acomete mulheres de 20-40 anos com dois sintomas: dor e/ou infertilidade. Vou abordar, especificamente os casos com infertilidade e endometriose.
Vejamos, uma mulher sem nenhum problema tem 30% de chance por mês de engravidar, caso ela tenha endometriose, sua chance cai para 4%. A cauterização dos focos aumenta esse percentual para 8%, mas ainda é longe dos 30% que desejamos ter. Há alguns anos o tratamento da endometriose era o bloqueio da ovulação. Entretanto, depois de algumas publicações científicas, ficou claro que para aquelas mulheres com infertilidade e endometriose a melhor opção é a cauterização dos focos com imediata indução da ovulação com ou sem alguma técnica de Reprodução Humana. O que vai determinar o uso de técnicas mais avançadas são fatores como: idade da mulher, tempo de infertilidade e exames do marido.
O principal é saber como estão as trompas e como está o espermograma, pois trompas obstruídas (pode ser uma!) com endometriose é uma indicação de Fertilização in vitro. Para aquelas pacientes com mais de 35 anos, preconizamos o tratamento mais imediato, pois as chances de gestar ficam reduzidas após os 35 anos. Mas nada de pânico, lembre-se endometriose afeta mais de 6 milhões de barsileiras e os resultados com as atuais técnicas de Reprodução Assistidas são muito bons.
As técnicas habituais de Reprodução Assistida: inseminação, fertilização in vitro convencional e injeção intra-citoplasmética de espermatozóide (ICSI), não aumentam o risco fetal.
Já existem inúmeros estudos e mais de 3 milhões de crianças nascidas destas técnicas. Existe, sim, um aumento de prematuridade (nascimento antes de 9 meses) e algumas anormalidades ou complicações que estão muito ligadas a gemelaridade. Ou seja, a gestações com mais de um feto (ver comentário anterior sobre quantos embriões devemos transferir).
Recentemente foi publicado um estudo que refere um aumento de algumas doenças, tumores e até retardo de desenvolvimento em crianças nascidas após essas técnicas.
É o primeiro estudo com esse resultado e as doenças investigadas são extremamente raras. Mas serve como um alerta para um melhor acompanhamento e, principalmente, investigação dos casais que são submetidos a essas técnicas.
Portanto, o mais importante é uma boa avaliação clínica e uma história familiar sem doenças genéticas, com isso o mais importante fator associado com alguma anormalidade fetal passa a ser a idade da mãe. Para aquelas com menos de 35 anos a chance de ter algum problema é inferior a 1%.
Existem evidências científicas que demonstram uma melhora de resultados com 24 horas de repouso com uma diminuição nas atividades nos próximos 2-3 dias. Mais do que isso é puro exagero e realmente não vale a pena. Vamos pensar o que ocorre na natureza: a fertilização ocorre de 12-24h após a relação sexual, o embrião demora de 5-7 dias para percorrer a trompa e fixar-se no útero. Ou seja, podemos ter uma fertilização hoje e daqui a cinco dias, quando o embrião estiver chegando no útero, a paciente está pulando de para-quedas!
Portanto, repouso no primeiro dia e moderação nos próximos 2-3 dias.
Essa talvez seja uma das perguntas mais frequentes nessa área, principalmente para aquelas pacientes que realizam Fertilização in vitro. Nossa legislação (parecer do CFM de 92) diz que no máximo 4 embriões devem ser transferidos. Entretanto, estudos recentes apontam que não adianta transferir mais do que 3 embriões, pois não aumentamos as chances de gestação, apenas as chances de termos mais de um bebê (gestação múltipla e todos os seus riscos para a mãe e fetos).
A recomendação da maioria das sociedades especializadas e que também seguimos indica que um bom laboratório garante ótimos resultados com o menor número de embriões transferidos. Para mulheres com menos de 35 anos 2 embriões e para aquelas com mais de 35 podemos até transferir 3 embriões, quatro quase nunca.
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